Em "Dentro do Mar Tem Rio", dirigido por Andrucha Waddington, da Conspiração Filmes, Bethânia celebra as águas que banham os sentimentos mais profundos: dos amores e desamores, da relação com a terra e tudo que dela emana, do enlace entre o sagrado e o humano, da reverência às próprias referências- "Meu Deus deixou de lembrança/ Na história dos sambaquis/Na fome da minha gente/E nos traços que eu guardo em mim/Minha voz é flecha ardente/ Nos catimbós que vivem aqui", profecia em Kirimurê. As águas aqui funcionam como uma ilustração do Brasil captado e cantado por Bethânia, o que faz dela uma cronista do seu tempo e da sua gente. A cada canção, se emociona, assusta e comove com o que vê a sua volta. Termina indignada e contundente em Ultimatum (Álvaro de Campos) e Movimento do Barcos (Macalé e Capinan).
Maria Bethânia.
Português.
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